Eat Clean, Be Happy

Considerado, por muitos, o “pai dos nutricionistas portugueses”, o médico Emílio Peres dizia que “somos aquilo que comemos” — uma frase que salienta a importância de uma alimentação saudável. Mas mais se esconde por detrás desta sentença. O que a célebre afirmação nos diz é que tudo (mas mesmo tudo) o que entra no nosso corpo em forma de alimento vai-se reflectir na nossa vida: da óbvia saúde ao bem-estar, passando pela (boa ou má) disposição, e terminando na alegria de viver. Sim, o que comemos influencia o estado do nosso humor mais do que aquilo que se pensa. Neste sentido — e no âmbito da felicidade —, o termo “dieta”, que ao longo de décadas estava a associado à boa forma física e até à saúde, não é propriamente o mais indicado: ninguém é muito feliz a fazer dieta. Ninguém vibra com um prato desenxabido que varia entre a pescada e os brócolos, e os brócolos e a pescada. Isso não só não é viver, como não augura nada de feliz. Mudam-se os tempos, aperfeiçoam-se as teorias e novas tendências surgem a bem da nossa saúde (e, claro, alegria de viver). Mais que uma dieta, o Clean Eating é uma forma de se estar na vida. Defende que fazer uma alimentação “clean” é comer comida de verdade, que salta directamente da natureza para o prato, longe dos químicos, dos pesticidas, dos e’s, e dos corantes. Apenas o melhor dos alimentos e nada mais. Optar pelo Clean Eating é dar supremacia à qualidade do produto que se está a comer ao invés da quantidade. É pensar — sem chegar ao obsessivo — em cada alimento que se coloca no prato. Comer “clean” é preferir o termo nutrir ao verbo comer. É colocar consciência na preparação dos alimentos, garantindo que tudo o que vai ser ingerido tem a sua função e que nada do que vai ser ingerido possa ter elementos nocivos à saúde e/ou bem-estar. É saber que nenhum alimento existe no prato em vão.

Eis alguns dos princípios fundamentais do Clean Eating:

– Opte (sempre que possível) por “real food”: ou seja, comida não

processada ou refinada; – Coma refeições equilibradas, assim como snacks saudáveis e nutritivos

(o oposto da fast-food); – Dê primazia às proteínas à base de plantas, como o feijão, as lentilhas, as

ervilhas e os grãos integrais altamente proteicos, tais como quinoa, cevada e trigo mourisco; – Adopte um estilo de vida mais “limpo”, praticando bastante actividade

física durante o dia, dormindo o suficiente à noite e controlando o stress de forma saudável. Conecte-se com as pessoas de quem mais gosta — fale, ria, partilhe uma refeição, faça uma caminhada… E, claro, mantenha sempre que possível um pé na natureza.


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